Mostrando postagens com marcador Esporte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Esporte. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Ronaldo no Corinthians: profissionalismo ou falta de ética?


Só durou um dia as manchetes do tricampeonato brasileiro conquistado no último domingo, 7, de dezembro, pelo time do São Paulo. Bastou o Corinthians anunciar no dia seguinte a contratação do atacante Ronaldo para que todos os holofotes se virassem do Morumbi para o Parque São Jorge.

A notícia foi destaque em jornais de todo o mundo e pegou muitas pessoas de surpresa. Os flamenguistas, dentre eles eu, foram os que ficaram mais surpresos e diria até revoltados com a decisão do jogador que sempre se declarou rubro-negro de coração. Mas afinal de contas, a decisão do Ronaldo foi profissional ou faltou ética?

Em minha opinião, um tanto quanto parcial, foi traição e faltou sim, ética ao atleta. Desde que machucou o joelho gravemente, pela terceira vez no início de 2008, que o Flamengo deu todo apoio ao jogador e disse que esperaria sua recuperação para vê-lo finalmente vestir o “manto sagrado”. Na época nem o próprio atleta sabia se teria condições de voltar aos gramados, mas o rubro-negro já apostava as fichas nele.

Passaram-se alguns meses e na fase de recuperação, o jogador escolheu a Gávea para finalizar o tratamento e entrar em forma. Foram quatro meses de musculação, fisioterapia e até treinamentos coletivos com os juniores e profissionais do Flamengo. Nesse período houve muitas especulações de que o jogador tinha propostas de times do mundo todo.

O receio do Flamengo em perder o jogador para algum time do exterior era evidente. Afinal, como competir com os salários em dólar ou em euro?

Mas o jogador, para a surpresa de muitos, decidiu assinar um contrato com um dos maiores rivais do rubro-negro, o Corinthians. E por quê? Será que o time do Rio não tinha dinheiro para pagar o mesmo que os paulistas ofereceram? Será que o Corinthians recém saído da série B tem tanto dinheiro a mais do que o Flamengo?

Segundo o Ronaldo, “o Flamengo não fez nenhuma proposta enquanto ele treinou lá”. Como assim cara pálida? Só o fato de o clube ter aberto as portas para a recuperação do atleta já demonstra que o time queria contar com ele. O atleta por acaso não poderia ter procurado a diretoria do Flamengo e levado a proposta do Corinthians para negociar a permanência na Gávea?

A torcida do Flamengo já tinha até feito uma campanha “Fica Ronaldo” dando total apoio à permanência do atleta na Gávea, mas todo esse esforço foi em vão. Camisas e fotos da campanha foram queimadas, o Ronaldo se apresentará ao Corinthians na sexta-feira, 12, com direito a sirene e festa da torcida corintiana e o futebol, bem o futebol continuará prevalecendo cada dia mais o time do “Quem Dá Mais Futebol Clube”.

E você, o que achou da decisão do Ronaldo em acertar com o Corinthians mesmo sabendo do interesse do Flamengo?

Participe, faça seu comentário!

domingo, 2 de novembro de 2008

Em Interlagos: Massa vence, mas não leva

O Brasil, país do futebol, tirou a chuteira na tarde deste domingo, 2, para vestir as luvas, o macacão vermelho, o capacete amarelo e acelerar junto com o brasileiro, Felipe Massa, na última prova da Fórmula 1 na temporada 2008. Apesar de ter feito um fim de semana perfeito em Interlagos, com a poli position e a vitória de ponta-a-ponta, o piloto da Ferrari, Massa por muito pouco não conquistou o título mundial da categoria.

Precisando apenas da quinta colocação para sagrar-se campeão, o inglês Lewis Hamilton levou um susto nas últimas voltas. A chuva que caiu em Interlagos no final da prova obrigou os pilotos a uma forçada terceira parada nos boxes. Entre os líderes, apenas o piloto da Toyota Timo Glock, que vinha na quarta posição, não trocou os pneus.

E a estratégia arriscada custou caro não só ao alemão, mas principalmente ao brasileiro Felipe Massa. Na penúltima volta, Sebastian Vettel que estava em sexto, conseguiu a ultrapassagem sobre o inglês, Hamilton. A colocação daria o título ao brasileiro, mas a chuva apertou e o piloto Glock - que estava com pneus de pista seca - sofreu uma dupla ultrapassagem (Vettel e Hamilton) na última curva da última volta.

Com isso, a prova de Interlagos terminou com Massa em 1º, Alonso em 2º, Raikkonen em 3º, Vettel em 4º, Hamilton em 5º e Glock em 6º. Com a quinta posição herdada, o título mundial ficou com o inglês Lewis Hamiltom que venceu o campeonato por apenas um ponto de vantagem sobre Massa.Sob vaias da torcida brasileira, o inglês da McLaren se tornou, aos 23 anos, o mais jovem piloto e o primeiro negro a conquistar um título da Fórmula 1.

Valeu Massa! Não fossem as presepadas da Ferrari em diversas provas durante a temporada 2008, você com certeza seria o campeão.

Que em 2009, o Brasil possa voltar a soltar o grito de “é campeão” preso na garganta desde 1991 com o tricampeonato do inigualável Ayrton Senna. Massa neles!!!

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Brasileirão 2008: enfim emoção, na “era dos pontos corridos”


Faltando poucas rodadas para o fim do Campeonato Brasileiro 2008, já me arrisco a dizer - independente de quem seja o campeão - que pela primeira vez, desde o início dos “pontos corridos”, em 2003, temos uma competição realmente emocionante na parte de cima da tabela. Até então, geralmente o campeão era conhecido com algumas rodadas de antecedência.

Foi assim em 2003, com o campeão Cruzeiro (100 pontos), 13 a mais que o vice-campeão, Santos (87 pontos). Em 2006, o São Paulo sagrou-se campeão com 78 pontos, nove a mais do que o segundo lugar Internacional (69 pontos). Na temporada 2007, o São Paulo novamente foi o campeão antecipadamente. Quinze pontos separaram o tricolor paulista (77 pontos) do vice-campeão, Santos (62 pontos). A emoção nesses casos ficava limitada a quem cairia para a segunda divisão (os quatro últimos) e quem conseguiria se classificar para a Taça Libertadores do ano seguinte (os quatro primeiros *).

Em 2008 apenas três pontos separam o então líder Grêmio, do quinto lugar Flamengo. Todos os cinco primeiros colocados da tabela – Grêmio, São Paulo, Cruzeiro, Palmeiras e Flamengo – têm chances de serem campeões e essa pequena diferença de pontos torna o campeonato muito mais emocionante. Cada confronto direto entre esses times se torna uma final à parte.

Como era antes de 2003

Na fórmula antiga de disputa, os oito melhores colocados após a realização dos dois turnos se classificavam para a fase seguinte que era eliminatória. O primeiro colocado jogava com o oitavo, o segundo com o sétimo, o terceiro com o sexto e o quarto com o quinto (1ºx8º, 2ºx7º, 3ºx6º, 4ºx5º) num sistema de mata-mata. Os quatro times vencedores disputavam a semifinal em jogos de ida e volta. Os dois melhores disputavam a grande final também com jogos de ida e volta.

Apesar de considerar mais justo o sistema atual, que beneficia o time mais regular ao longo de todo o campeonato, não me agrada muito, a idéia de ver uma competição com um time campeão com algumas rodadas de antecedência e sem um jogo final.

Mas em 2008, com a tabela na parte de cima embolada, por conta da paridade e regularidade dos líderes, as torcidas do tricolor gaúcho, do tricolor paulista, do porco, da raposa e do urubu têm muito que torcer e comemorar. E num campeonato tão disputado e emocionante, não me arrisco a apontar o campeão, que só deve ser conhecido após a última rodada. Que vença o melhor!

E você, prefere o campeonato brasileiro com a fórmula de pontos corridos ou como era antigamente? Comente!

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Pequim 2008: O que a delegação do Brasil pode trazer na mala além de eletrônicos?


A 10 dias para o início dos Jogos Olímpicos de Pequim-2008, a maior delegação brasileira na história das Olimpíadas – 277 atletas classificados – aos poucos começa a chegar na capital chinesa para representar o Brasil. Eis que surge uma pergunta. Além dos equipamentos eletrônicos e outros diversos produtos (muitos pirateados), o que mais a delegação brasileira pode trazer na bagagem?

Em primeiro lugar devemos ser realistas e não nos iludirmos, pois não temos a menor chance de disputar os primeiros lugares no quadro de medalhas com superpotências do esporte como os Estados Unidos, China e Rússia. Se o Brasil é um país “continental” igual aos outros três que citei, porque então não conquistamos muitas medalhas nas Olimpíadas? Simples, faltam investimentos. Nossos políticos ainda têm o pensamento “pequeno” de só repassar recursos para áreas que, segundo o pensamento deles, tragam um retorno em votos.

Por falta de investimentos por parte do governo, considero que existem dois tipos de atletas no Brasil. Os que conseguem um bom patrocínio para poder viver do esporte (e esses são minoria). E os “super-heróis”, que superam todos os contratempos (falta de infra-estrutura, de dinheiro para se sustentar, bancar uma comissão técnica e custear viagens para competir) e mesmo assim conseguem superar os limites do corpo e se classificar para competições importantes, como as Olimpíadas.

Mas vamos deixar para falar da falta de investimentos no esporte em outro momento. Agora prefiro apenas fazer uma previsão do que podemos esperar de medalhas em Pequim.

Acredito que o “carro chefe” do Brasil continua sendo o vôlei. Tanto nas quadras quanto nas areias, temos grandes chances de conquistar medalhas. No vôlei de praia feminino, Juliana/Larissa (CE/PA) e Renata/Talita (RJ/MS) devem representar bem o Brasil. Apostaria na medalha de prata para Juliana e Larissa. Se o ouro vier não será surpresa, mas devido à recente contusão no joelho da cearense e ao jogo quase que impecável das norte-americanas Walsh e May seria mais provável que o lugar mais alto do pódio fique mesmo com os EUA.

No masculino, Ricardo e Emanuel (BA/PR) continuam sendo os favoritos. Com tanta experiência e títulos no currículo aposto na medalha de ouro para a dupla brasileira. Márcio e Fábio Luiz (CE/ES), os outros brasileiros classificados não fazem uma boa temporada, mas podem surpreender, pois têm a experiência de dois recentes vice-campeonatos mundiais (2005/06).

Nas quadras aposto em duas medalhas tanto no feminino quanto no masculino. Depois de fracassar em importantes competições (a última no Pan do Rio em 2007), as meninas do Brasil parecem ter superados os traumas ao conquistarem no início de julho, o título do Grand Prix. Com certeza esse título dará “moral” ao time do técnico Zé Roberto, que entra como um dos favoritos à medalha de ouro ao lado da Itália, China e Cuba.

No último fim de semana, o vôlei masculino do Brasil surpreendeu, desta vez negativamente, e depois de 10 anos ficou de fora de um pódio. O 4º lugar na Liga Mundial não tira o favoritismo do Brasil, apenas demonstra aos adversários que o time do técnico Bernardino (que conquistou 21 dos 27 títulos disputados) não é imbatível. Aposto em duas medalhas nas quadras para o Brasil, mas devido ao alto nível dos adversários, não me arrisco a prever qual medalha. Esperamos e torcemos pelo ouro.

Na natação, outro esporte que sempre costuma trazer medalhas, chamo atenção para dois atletas. Thiago Pereira (classificado para sete modalidades) e César Cielo (quatro modalidades) são as duas principais esperanças brasileiras de medalha em Pequim. E deve vir “quebra” de recorde mundial por aí.

No atletismo temos poucas chances. As maiores são no revezamento 4x100 masculino, no salto com vara feminino (Fabiana Murer disputará a prata ou bronze, pois o ouro já é da russa Yelena Isinbayeva, que a cada dia quebra o recorde mundial) e no salto triplo com Jadel Gregório, que possui o recorde sul-americano e está entre os cinco melhores no ranking mundial. Não será surpresa se conquistarmos alguma medalha na maratona com Marilson Gomes dos Santos ou com Franck Caldeira.

O judô, outro esporte que tradicionalmente garante medalhas ao Brasil terá três campeões mundiais com muita vontade de representar bem o país. João Derly, Tiago Camilo e Luciano Corrêa viajam com a esperança de manter em Pequim a tradição brasileira de medalhas olímpicas.

Outra arte marcial que pode render uma medalha ao Brasil é o taekwondo. Com bons resultados nas últimas competições internacionais, a atleta, Natalia Falavigna deverá marcar presença no pódio em Pequim.

No iatismo, o bicampeão olímpico (Atlanta/1996 e Atenas/2004) Robert Scheidt terá um novo desafio em Pequim. O atleta que competia na classe laser e optou para mudar de categoria (star), não dependerá só de seus próprios méritos. Ao lado do proeiro Bruno Prada, Scheidt segue como um dos favoritos a uma medalha olímpica ao lado de países como Nova Zelândia, França, Polônia, Estados Unidos, Suíça, Inglaterra e Suécia.

No futebol, o Brasil também brigará por duas medalhas. A seleção feminina deverá disputar contra as favoritas norte-americanas o ouro na final. No masculino, acredito que o maior adversário do Brasil será “o peso de nunca ter conquistado um ouro olímpico”. Mas se os jogadores souberem jogar, um jogo de cada vez e mantiverem o foco acredito que temos, sim, chances de finalmente brilhar, no esporte mais tradicional do nosso país.

Outro esporte no qual o Brasil promete brigar por medalhas na China, é a ginástica olímpica. O atual campeão mundial, Diego Hypólito, segue como favorito ao ouro no solo. No feminino, Daiane dos Santos, Daniela Hypolito, Jade Barbosa e Laís Souza também prometem dar muito trabalho para as adversárias na China.

Para finalizar, outras modalidades que podem trazer medalhas ao Brasil, muito mais pela experiência e currículo dos atletas do que por outros fatores, é o tênis de mesa com Hugo Hoyama, e o hipismo com Rodrigo Pessoa.

Apesar das dificuldades acredito que o Brasil tem tudo para realizar em Pequim sua melhor campanha olímpica da história. Acredito que podemos e deveremos superar a melhor colocação verde e amarela que foi em Atenas (2004) quando ficamos em 16° lugar, com cinco medalhas de ouro, duas de prata e três de bronze, totalizando 10 medalhas.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Copa do Mundo de 2014, a grande chance brasileira


No último dia 30 de outubro, a Federação Internacional de Futebol (FIFA) confirmou o que todos já esperavam. O Brasil será mesmo o país sede da Copa do Mundo de 2014. A competição mais importante do futebol mundial voltará para "o país do futebol" após 64 anos.

A primeira Copa no país, foi marcada por aquela derrota por 2 a 1 para o Uruguai que silenciou quase 200 mil pessoas no recém inaugurado Maracanã em 1950. Aquela partida ficará para sempre na memória de um povo brasileiro sofrido que via e vê no futebol, uma das poucas alegrias na vida.

A segunda Copa no país é mais uma chance ao Brasil. E esta nova chance, vai muito além da oportunidade de termos mais uma estrela na nossa “amarelinha” já tão estrelada. É claro que queremos vencer, para dar mais alegria ao nosso povo, para podermos bater no peito com orgulho e dizermos que somos os melhores do mundo, nem que seja apenas no futebol ou em outros esportes coletivos como o vôlei.

O Brasil terá a oportunidade de mostrar e mais do que isto, de provar ao mundo, que um país “em desenvolvimento” - como gostamos de nos intitular - pode sim, proporcionar uma festa de primeiro mundo, com alegria, segurança, conforto e seriedade.

O país receberá muito dinheiro para investir na reforma e construção de estádios, aeroportos, hotéis, estradas, enfim, para organizar uma competição muito bonita. Está será a grande oportunidade do Brasil principalmente no campo do turismo, que já recebe anualmente milhares de turistas estrangeiros e promete receber muito mais durante a Copa.

Para que tudo dê certo, temos mais sete anos para com muito planejamento e trabalho, consertar muitas coisas. O crime organizado que aumenta a cada ano a violência urbana, o problema do caos aéreo, os congestionamentos nas grandes capitais, a falta de infra-estruturas adequadas - em estádios, aeroportos, rodoviárias, estradas e hotéis – são as principais delas.

Não podemos de forma alguma cometer erros como nos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro, no qual o Tribunal de Contas da União (TCU) já constatou vários problemas de super faturamento nas obras. Para isso precisamos mais do que nunca de votar nas eleições com muita consciência para colocar no poder pessoas sérias e comprometidas com o país e não apenas com o próprio bolso.

Temos sete anos para que o final da Copa do Mundo de 2014 seja bem diferente da decisão de 1950 contra o Uruguai. E talvez, se não aproveitarmos esta oportunidade, dentro e principalmente fora de campo, nem com outros 64 anos teremos outra chance tão boa de sermos do tamanho do nosso continental país.